sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Os alquimistas das estrelas

Todos nós somos matéria das estrelas. Actualmente pensa-se que apenas os elementos químicos mais leves - hidrogénio, hélio e lítio - foram produzidos no Big Bang.
Os outros elementos são produtos de estrelas, que «sintetizam» elementos diferentes em diferentes etapas da sua vida de muitos milhões de anos. Durante a explosão de supernovas, são produzidos os elementos mais pesados. Vários mecanismos, como os ventos estelares e as próprias explosões de supernovas, fazem com que os elementos formados nas estrelas se misturem com o gás interestelar, que eventualmente irá dar origem a novas estrelas e planetas.Neste vídeo, que integra a série de ciência Origins da PBS Nova, que gostaria imenso alguma das nossas televisões adquirisse, Neil deGrasse Tyson conta-nos a história dos elementos de uma forma que explica por que é actualmente o mais conhecido astrofísico americano.
Vê o video:
in dererumnatura

Charentes há 95 milhões de anos


Realiza-se hoje uma conferência no Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa*, com o título «A região de Charentes (SW de França), 95 milhões de anos atrás: Floras, Faunas e Ambientes excepcionais».Romain Vullo, do Laboratoire de Paléontologie, Géosciences, Université de Rennes/ Unidad de Paleontología, Departamento de Biología, Facultad de Ciencias, Universidad Autónoma de Madrid, que vem a Portugal fazer trabalho de campo sobre o Cenomaniano da região de Lisboa, falará sobre os fósseis, tanto de plantas como de animais, que foram identificados nas jazidas da região de Charentes, bem como sobre os paleoambientes que se desenvolveram ao longo desta série transgressiva cretácica.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Um Novo planeta descoberto!

Cientistas da Nasa anunciaram ontem a descoberta de mais um planeta, o quinto, no sistema solar mais parecido com o nosso já encontrado.O novo planeta é muito maior que a Terra - com uma massa equivalente a 45 vezes a da Terra, o que torna provável que seja um planeta gigante de gás ou gigante gasoso, como Saturno -, mas a uma distância similar do seu sol, a estrela 55 Cancri, explicou a astrónoma Debra Fischer, da Universidade Estadual de São Francisco. A 55 Cancri fica a cerca de 41 anos-luz (1 ano-luz=9,5 x 1012 km) da Terra, na constelação de Câncer.
O planeta recém-descoberto é o quarto a contar da 55 Cancri e completa uma órbita em 260 dias. A sua localização coloca-o na «zona habitável», a zona onde a temperatura permite a existência de água no estado líquido.Este é o primeiro sistema com cinco planetas descoberto e é possível que exista vida em planetas ou luas ainda não detectados.
A estrela é muito parecida com o nosso próprio sol. Tem à volta da mesma massa e idade que o nosso sol», disse Fischer aos jornalistas.«É um sistema que parece estar repleto de planetas». «Todos os planetas gigantes de gás no nosso sistema solar têm luas de grandes dimensões. Se existir uma lua orbitando este novo, massivo planeta, pode ter água líquida acumulada numa superfície rochosa».

quinta-feira, 1 de novembro de 2007



A transmissão entre nós da série CSI, embora baralhando alguns espectadores que não sabem distinguir o que é real do que é ficção, teve o mérito de despertar o interesse de muitos para a química forense, que não passa de química analítica pura e dura. Omnipresentes em todos os episódios, estão os sprays sortidos que acompanham Gil Grissom e a sua equipa de detectives químicos a todos os locais de crime.


Um dos sprays que resulta muito bem em televisão é a solução de luminol utilizada para detectar vestígios de sangue, mais concretamente vestígios de iões ferro (da hemoglobina) que catalisam a reacção de oxidação de luminol. As próximas séries poderão contar com mais um destes sprays «mágicos» desenvolvido pelo cientista Joseph Almog, que contribuiu inúmeras armas para a luta contra o crime, como sejam o Genipin, o Ferroprint ou o Ferrotrace.O Genipin é um derivado de um composto extraído do fruto da Gardenia jasminoides, a espécie nativa do sul da China e Japão que homenageia o botânico escocês Alexander Garden (1730-1791) e que Pierre Poivre introduziu na Maurícia, nomeadamente no Jardim Botânico de Pamplemousses.


É igualmente um poderoso agente revelador de impressões digitais, que fluorescem brilhantemente no azul, especialmente se iluminadas com luz amarela, e que compete com a famosa exposição a super cola em que o vapor de etil-cianoacrilato libertado polimeriza por acção de lactato de sódio ou alanina, os principais componentes dos resíduos de impressões digitais.


Ferrotrace e Ferroprint são o nome de outros sprays contendo piridildifenil triazina (PDT), que se pulverizados sobre as mãos de alguém que tenha estado em contacto recente com armas de fogo revela

o crime com uma cor violeta.


O novo spray desenvolvido pelo cientista do departamento de Química Forense da Hebrew University em Israel, detecta nitrato de ureia, um explosivo caseiro muito utilizado por terroristas sortidos.


Este derivado do cinamaldeído ou aldeído cinâmico - o composto que confere à canela o seu sabor e cheiro característicos - reage com o explosivo tornando possível a detecção de quantidades vestigiais de nitrato de ureia em qualquer superfície.Na imagem, um algodão embebido na solução de para-dimetilaminocinamaldeído fica vermelho após contacto com o explosivo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A Biblioteca Joanina


A Biblioteca Joanina é, porventura, uma das mais importantes bibliotecas nacionais.
Situada nas dependências da Universidade de Coimbra, apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias.
Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais.

A sua construção começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728.
Apesar de ter sido construída no seguimento do projecto régio de reforma dos estudos universitários (consequência da difusão das correntes iluministas em Portugal), a Biblioteca Joanina é reconhecida como uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias.
O Mestre de obras foi João Carvalho Ferreira. A decoração pintada só foi realizada alguns anos mais tarde, já nas vésperas da Reforma Pombalina: os frescos dos tectos e cimalhas foram executados por António Simões Ribeiro, pintor, e Vicente Nunes, dourador. O grande retrato do Rei é atribuído ao italiano Domenico Duprà e a pintura e douradura das estantes foi realizada por Manuel da Silva. O mobiliário, em madeiras exóticas, brasileiras e orientais, foi executado pelo entalhador Francesco Gualdini.
Exteriormente assemelha-se a um vasto paralelipípedo, onde se salienta-se o portal nobre, de estilo barroco, encimado por um grande escudo nacional do tempo do monarca que a mandou construir: D. João V.
Interiormente compõe-se de três salas que comunicam entre si através de arcos idênticos ao portal e integralmente revestidos de estantes, decorados a motivos chineses (na primeira sala em contraste ouro sobre fundo verde, na segunda, ouro sobre fundo vermelho e na última ouro sobre fundo negro).
Toda a sua arquitectura envolve um retrato de D. João V que, colocado na parede do topo do edifício, na última sala, funciona como "ponto fuga" da biblioteca da Universidade de Coimbra, também chamada, noutros tempos, Casa da Livraria. A nave central da Joanina faz com que a sua estrutura se assemelhe à de uma capela, em que o retrato de D. João V ocupa o lugar do altar.
A dourada moldura da tela imita uma cortina, que se abre para exibir, numa "esplendorosa composição alegórica", o rei.
Joanina reúne mais de 200 mil volumes, 40 mil dos quais no andar nobre, o único, dos três pisos do edifício, aberto ao público. Aí se conservam os principais fundos de Livro Antigo (documentos até 1800).
Os seus cerca de 1250m2 úteis actuais foram obtidos com o arranjo de dois níveis de caves, para depósito e salas de trabalho, albergando um total de cerca de 200.000 volumes

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Halloween


A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase "Douçuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.
Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).
O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o "véu" entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue.
O Samhain era comemorado por volta do dia 1° de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica

Halloween



O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento de cariz tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações pagãs dos antigos povos celtas.