sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Limpar Portugal? Porque não?


Pensar Global, agir local.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Há árvores em Marte?


Imagem da NASA dá a entender que existe vegetação no planeta, mas não é bem assim...

Uma sonda da NASA fotografou o que parecem ser árvores em Marte. A imagem mostra pequenas ilhas com uma aparente vegetação, mas na realidade trata-se de caminhos sem areia que formam um sombreado sobre o solo vermelho de Marte, segundo noticia o Daily Mail.
Segundo os cientistas, estes caminhos, compostos por dunas de pó, riachos de gelo e afloramentos escurecidos, estendem-se por 62 milhões de quilómetros no solo do planeta vermelho. Durante o inverno, uma camada de gelo com dióxido de carbono cobre as dunas, mas depois evapora, criando o material escuro que risca a superfície e que dá a sensação de que existem árvores.
A foto foi feita pela câmera HiRISE do telescópio espacial Mars Reconnaissance Orbiter, que circula pelo planeta desde 2006. A sonda foi lançada com a missão de encontrar evidências de que a água permaneceu sobre a superfície marciana por um período de tempo suficiente para criar condições para a vida.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Há uma cidade escondida no subsolo do Porto


Há uma outra cidade do Porto debaixo dos pés. Há uma «invicta» escondida. No subsolo, a História da cidade mistura-se com a do abastecimento de água às populações.
Esta História começou há mais de cinco séculos, no reinado de D. Sebastião, a quem foi pedida autorização para levar a água até à cidade, mas que só bem mais tarde aconteceu. Na altura o objectivo era abastecer cerca de 20 mil pessoas.
Demorou séculos até que o subsolo da cidade e se tornasse numa obra monumental.
No Porto, há cerca de 60 nascentes, mananciais ou minas, desde Salgueiros às Fontainhas, mas as de Arca d' Água eram as mais abundantes. Entretanto, o sistema de abastecimento de água à cidade foi-se alargando e ficando cada vez mais sofisticado. A Fonte dos Leões é uma prova disso.
A cidade já não bebe desta água desde o século XIX. O trabalho de centenas de homens que a pulso escavaram galerias e construíram os aquedutos permanece quase intacto.
Esta água não é potável. Os especialistas que investigaram durante anos o subsolo do Porto defendem, no entanto, que a água pode ser utilizada para outros fins. Para lavar as ruas ou usar em jardins da cidade são algumas das hipóteses que a empresa Águas do Porto está a equacionar para breve, bem como, a reabertura destes mananciais ao público.



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Aquecimento global ou arrefecimento geral?


Num período de grave crise global em que todos os dias aparecem notícias que nos afundam ainda mais no pessimismo, as boas notícias vêm por vezes de onde menos se espera.

Sabia que - exactamente ao contrário do que é voz corrente - nos últimos 7 anos a temperatura global não aumentou? E que 2008 foi o ano mais fresco da década?

Por surpreendentes que sejam, estas não são afirmações de uma qualquer ave rara ou de um negacionista climático, nem sequer objecto de "consenso científico". São dados experimentais recolhidos pelo Hadley Centre, uma das maiores autoridades mundiais na medição da temperatura global,na troposfera.

Não são opiniões: são factos.

E os factos falam mais alto do que qualquer opinião. É visível o efeito do gigantesco El Niño de 1998 e depois uma natural descida da temperatura global. E a partir de 2001, essencialmente o aquecimento global parou.

Já lá vão 7 anos.Os gráficos da temperatura superficial da Terra do Hadley Centre mostram essencialmente o mesmo efeito. O que é extraordinário, mesmo preocupante, é tudo isto continuar a ser omitido pelas entidades responsáveis, como o IPCC ou o Prémio Nobel Pachauri. Fechando os olhos aos factos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Prémio Nobel da Física 2008

na foto, o Prof. Yoichiro Nambu, que vai receber metade do prémio


"A atribuição do prémio Nobel da Física de 2008 a um norte-americano de origem japonesa, o Prof. Nambu, e a a dois japoneses, os Profs. Kobayashi e Maskawa, é justíssima.Desta vez a maior distinção recaiu na área da Física Teórica de Partículas, o que é bastante oportuno quando no CERN, em Genebra, na Suíça, está a entrar em funcionamento a maior máquina do mundo, construída para melhor conhecer a matéria e a energia que constituem o Universo. Foram premiadas descobertas teóricas, mas já confirmadas pela experiência, relativas à quebra de simetria, um fenómeno muito comum em Física de Partículas, que ocorre quando certas harmonias de base deixam de ser respeitadas.As leis naturais que presidem à organização do Universo baseiam-se em simetrias, isto é, em invariâncias relativamente a certas transformações. Os físicos teóricos "adivinham" as leis da Natureza precisamente com base em simetrias. O mundo é, portanto, nos seus fundamentos teóricos, perfeito, ou, como muitos físicos gostam de dizer, belo. Conforme o poeta inglês John Keats já disse: "o verdadeiro é belo e o belo é verdadeiro". Tanto as partículas do mundo como as forças fundamentais que relacionam as partículas são descritas matematicamente respeitando princípios gerais de simetria. Mas, depois, encontramos que o Universo, tal como o vemos hoje, não é assim tão perfeito: existem algumas quebras das simetrias fundamentais. É como se o belo tivesse de ter um senão para ser verdadeiro... Nomeadamente, há várias partículas diferentes e não uma só. Há várias forças diferentes e não uma só. Os físicos acreditam que no início do Universo, há cerca de 14 mil milhões de anos, o mundo era mais perfeito do que é hoje, no sentido em que muitas simetrias que hoje vemos quebradas o não estavam. A evolução do Universo desde então tem sido no sentido do rompimento de simetrias.Baseado na sua análise do fenómeno da supercondutividade (condução eléctrica com resistência nula), o Prof. Nambu, no início dos anos 60, aplicou pela primeira vez a ideia de quebra de simetria à física de partículas, um conceito que conheceu logo grande sucesso e que permitiu desenvolver o chamado "modelo padrão" de partículas e forças (alguns dos artigos foram escritos numa revista americana com o físico italiano Jona-Lasinio, mas os regulamentos do Nobel impedem que haja mais de três premiados). Com 87 anos, trata-se de um dos premiados mais velhos de todos os Nobel em física e mesmo nas outras áreas. Dada a sua longa e muito fértil carreira não admira que este prémio acresça a vários outros que já recebeu. Os seus dois colegas do Nobel deste ano, que são cerca de 20 anos mais novos, publicaram um artigo numa revista japonesa em 1973, que na altura quase passou incógnito, sobre a violação de uma simetria fundamental para a força nuclear fraca (também aqui a Academia sueca pode ter sido injusta para um físico italiano, Cabibbo, cujo trabalho precedeu o de Kobayashi e Maskawa). O seu artigo levava à existência de mais quarks, os blocos básicos das partículas do núcleo atómico, para além dos três que já eram na altura conhecidos. Os novos quarks, embora sempre agrupados, foram encontrados nos aceleradores de partículas. Hoje conhecem-se três famílias de quarks - tendo um par de quarks cada uma- e sabe-se que não há mais do que três. Mas a investigação em física de partículas pode vir a conhecer surpresas em breve com os resultados da grande máquina do CERN. Estes não serão decerto os últimos prémios Nobel nessa tão emocionante área..."
Carlos Fiolhais in http://blogs.publico.pt/dererumnatura/

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Um bom ano para todos!!!


Olá fofinhos e fofinhas!

Espero que estejam preparados para começar mais um ano cheio de aulas e trabalhos....

Cá estarei para vos ajudar!!!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Hoje é o dia Mundial da Terra!!


Oito meses após a realização da Cimeira das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento em Joanesburgo, continua-se sem notícias do prometido Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Temos assim uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável que foi feita apressadamente para respeitar os compromissos europeus, mas que na prática de nada vale. A integração das valências sociais, económicas, ambientais e institucionais, aglutinando os Planos e Estratégias das diferentes áreas do Governo numa perspectiva de longo prazo, parece ser um objectivo cada vez mais longínquo, falhando assim as promessas do Sr. Primeiro-Ministro anunciadas na altura da Cimeira da Terra. No Dia da Terra, o esquecimento do desenvolvimento sustentável, quer no discurso, quer na prática governamental e autárquica, onde as medidas anunciadas contrariam uma lógica de soluções de raiz e de montante, é sem dúvida uma das maiores falhas.