Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Aquecimento global ou arrefecimento geral?


Num período de grave crise global em que todos os dias aparecem notícias que nos afundam ainda mais no pessimismo, as boas notícias vêm por vezes de onde menos se espera.

Sabia que - exactamente ao contrário do que é voz corrente - nos últimos 7 anos a temperatura global não aumentou? E que 2008 foi o ano mais fresco da década?

Por surpreendentes que sejam, estas não são afirmações de uma qualquer ave rara ou de um negacionista climático, nem sequer objecto de "consenso científico". São dados experimentais recolhidos pelo Hadley Centre, uma das maiores autoridades mundiais na medição da temperatura global,na troposfera.

Não são opiniões: são factos.

E os factos falam mais alto do que qualquer opinião. É visível o efeito do gigantesco El Niño de 1998 e depois uma natural descida da temperatura global. E a partir de 2001, essencialmente o aquecimento global parou.

Já lá vão 7 anos.Os gráficos da temperatura superficial da Terra do Hadley Centre mostram essencialmente o mesmo efeito. O que é extraordinário, mesmo preocupante, é tudo isto continuar a ser omitido pelas entidades responsáveis, como o IPCC ou o Prémio Nobel Pachauri. Fechando os olhos aos factos.

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Prémio Nobel da Física 2008

na foto, o Prof. Yoichiro Nambu, que vai receber metade do prémio


"A atribuição do prémio Nobel da Física de 2008 a um norte-americano de origem japonesa, o Prof. Nambu, e a a dois japoneses, os Profs. Kobayashi e Maskawa, é justíssima.Desta vez a maior distinção recaiu na área da Física Teórica de Partículas, o que é bastante oportuno quando no CERN, em Genebra, na Suíça, está a entrar em funcionamento a maior máquina do mundo, construída para melhor conhecer a matéria e a energia que constituem o Universo. Foram premiadas descobertas teóricas, mas já confirmadas pela experiência, relativas à quebra de simetria, um fenómeno muito comum em Física de Partículas, que ocorre quando certas harmonias de base deixam de ser respeitadas.As leis naturais que presidem à organização do Universo baseiam-se em simetrias, isto é, em invariâncias relativamente a certas transformações. Os físicos teóricos "adivinham" as leis da Natureza precisamente com base em simetrias. O mundo é, portanto, nos seus fundamentos teóricos, perfeito, ou, como muitos físicos gostam de dizer, belo. Conforme o poeta inglês John Keats já disse: "o verdadeiro é belo e o belo é verdadeiro". Tanto as partículas do mundo como as forças fundamentais que relacionam as partículas são descritas matematicamente respeitando princípios gerais de simetria. Mas, depois, encontramos que o Universo, tal como o vemos hoje, não é assim tão perfeito: existem algumas quebras das simetrias fundamentais. É como se o belo tivesse de ter um senão para ser verdadeiro... Nomeadamente, há várias partículas diferentes e não uma só. Há várias forças diferentes e não uma só. Os físicos acreditam que no início do Universo, há cerca de 14 mil milhões de anos, o mundo era mais perfeito do que é hoje, no sentido em que muitas simetrias que hoje vemos quebradas o não estavam. A evolução do Universo desde então tem sido no sentido do rompimento de simetrias.Baseado na sua análise do fenómeno da supercondutividade (condução eléctrica com resistência nula), o Prof. Nambu, no início dos anos 60, aplicou pela primeira vez a ideia de quebra de simetria à física de partículas, um conceito que conheceu logo grande sucesso e que permitiu desenvolver o chamado "modelo padrão" de partículas e forças (alguns dos artigos foram escritos numa revista americana com o físico italiano Jona-Lasinio, mas os regulamentos do Nobel impedem que haja mais de três premiados). Com 87 anos, trata-se de um dos premiados mais velhos de todos os Nobel em física e mesmo nas outras áreas. Dada a sua longa e muito fértil carreira não admira que este prémio acresça a vários outros que já recebeu. Os seus dois colegas do Nobel deste ano, que são cerca de 20 anos mais novos, publicaram um artigo numa revista japonesa em 1973, que na altura quase passou incógnito, sobre a violação de uma simetria fundamental para a força nuclear fraca (também aqui a Academia sueca pode ter sido injusta para um físico italiano, Cabibbo, cujo trabalho precedeu o de Kobayashi e Maskawa). O seu artigo levava à existência de mais quarks, os blocos básicos das partículas do núcleo atómico, para além dos três que já eram na altura conhecidos. Os novos quarks, embora sempre agrupados, foram encontrados nos aceleradores de partículas. Hoje conhecem-se três famílias de quarks - tendo um par de quarks cada uma- e sabe-se que não há mais do que três. Mas a investigação em física de partículas pode vir a conhecer surpresas em breve com os resultados da grande máquina do CERN. Estes não serão decerto os últimos prémios Nobel nessa tão emocionante área..."
Carlos Fiolhais in http://blogs.publico.pt/dererumnatura/

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Um bom ano para todos!!!


Olá fofinhos e fofinhas!

Espero que estejam preparados para começar mais um ano cheio de aulas e trabalhos....

Cá estarei para vos ajudar!!!

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Hoje é o dia Mundial da Terra!!


Oito meses após a realização da Cimeira das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento em Joanesburgo, continua-se sem notícias do prometido Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Temos assim uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável que foi feita apressadamente para respeitar os compromissos europeus, mas que na prática de nada vale. A integração das valências sociais, económicas, ambientais e institucionais, aglutinando os Planos e Estratégias das diferentes áreas do Governo numa perspectiva de longo prazo, parece ser um objectivo cada vez mais longínquo, falhando assim as promessas do Sr. Primeiro-Ministro anunciadas na altura da Cimeira da Terra. No Dia da Terra, o esquecimento do desenvolvimento sustentável, quer no discurso, quer na prática governamental e autárquica, onde as medidas anunciadas contrariam uma lógica de soluções de raiz e de montante, é sem dúvida uma das maiores falhas.

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Telemóveis mais perigosos do que o tabaco

Os telemóveis podem matar muito mais pessoas do que o tabaco, é o que um estudo realizado por um especialista em oncologia concluiu, escreve o The Independent.
O perito diz que as pessoas devem evitar usar o telemóvel sempre que possível e que os governos e a indústria de aparelhos móveis devem tomar «medidas imediatas» para reduzir a exposição à radiação.
O estudo, do especialista Vini Khurana, baseia-se na crescente evidência de que usar telemóveis durante dez ou mais anos pode duplicar o risco de cancro no cérebro.
Os cancros demoram pelo menos uma década a desenvolver, anulando as garantias de segurança de estudos anteriores, que incluíam poucas pessoas que tinham usado os telefones durante tanto tempo.
O professor Khurana, um neurocirurgião que já recebeu 14 prémios ao longo dos últimos 16 anos, analisou mais de 100 estudos sobre os efeitos dos telemóveis.
Admite que os telefones móveis possam salvar vidas em situações de emergência, mas conclui que «existe um significativo e crescente conjunto de evidências para a relação entre o uso de telemóveis e certos tumores cerebrais». Acredita que este facto será «definitivamente provado» na próxima década.

http://diario.iol.pt/internacional/telemovel-telemoveis-oncologia-cancro-tumores-saude/933818-4073.html

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Uma questão de dimensões...

Poucas pessoas conhecem a verdadeira dimensão do universo. Um pequeno aspecto dessa dimensão pode ser visto aqui.Este filme ilustra apenas a diminuta dimensão da Terra, quando comparada com outros corpos celestes.Outro aspecto é o número bruto de estrelas que existem só na nossa galáxia: o equivalente aproximadamente ao número de segundos que há em... três mil anos. Só na nossa galáxia.Mas há cerca de cem biliões de galáxias.

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

O "Carsoscópio"


O último Centro Ciência Viva situa-se na nascente subterrânea do rio Alviela em Alcanena, no Maciço Calcário Estremenho (na A1 sair em Torres Novas). Intitula-se Carsoscópio, o que significa o observatório do carso (carso é a adaptação para português da palavra karst, o nome da esburacada região eslovena que serve para designar todo o modelado calcário). O edifício moderno e acolhedor, que se ergue logo acima da praia fluvial, reúne três secções: o Geódromo, um filme de realidade virtual (em cima excerto do You Tube) sobre o maciço calcário e as suas nascentes, com tecnologia de cadeiras móveis como há nalguns parques de diversões, o Climatódromo, um filme a três dimensões para ver com óculos especiais sobre o clima da região, em particular as precipitações que estão na origem da grande nascente (à saída está um módulo interactivo exemplifica o ciclo da água), e um Quiroptário, uma galeria sobre morcegos com interessantes módulos, nomeadamente um capacete para ecolocalização que permite ao visitante imitar um morcego. Apesar de toda a tecnologia visual, o Quiroptário pareceu-me a parte mais interessante. A informação sobre os quirópteros era correcta e adequada à idade dos jovens, que são os principais destinatários, e as monitoras eram bastante simpáticas.
O visitante não deve esquecer-se de dar uma volta por fora do Carsoscópio para ver o canhão ("canyon") escavado pela fúria das águas. Há excursões guiadas a esse belo recanto do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeeiros, assim como a outros. E também, já que se encontra nessa zona, o visitante pode visitar grutas turísticas como as de Mira de Aire, com curso de água subterrâneo (apesar de haver comunicação de água, não se conhece uma comunicação penetrável pelo homem até à Nascente, ou Olhos de Água, do Alviela) ou, menos turísticas, como o Algar do Peno. A região faz as delícias dos espeleólogos e dos admiradores deles!
O Geódromo dá uma ideia da exploração subaquática da nascente, uma exploração que não está acabada. No ano passado uma expedição da Sociedade Portuguesa de Espeleologia, com um mergulhador polaco, permitiu atingir um recorde de profundidade de 130 metros abaixo da superfície, sem se atingir o fundo da cavidade (ver em baixo mapa da cavidade). Este tipo de exploração é extremamente perigoso, tendo custado a vida, embora noutros locais, a alguns exploradores mais afoitos. Vale a pena lembrar que uma nascente semelhante, mas ainda maior, é a Fonte de Vaucluse, no Sul de França, onde o lendário Jacques Yves Cousteau mergulhou até -46 metros, o temerário espeleonauta alemão Jochen Hasenmayer desceu até -205 m e um engenho telecomandado atingiu o fundo do sifão a -305 m. E talvez não seja do conhecimento geral que o recorde do mundo de mergulho subaquático em grutas pertence a um português, o extraordinário Nuno Gomes, um engenheiro emigrante na África do Sul, que estabeleceu o recorde do mundo de -283 m na gruta de Bushmansgat na África do Sul, Em mergulho em águas livres, no Mar Vermelho, o português já atingiu outro fabuloso recorde: -318 m. Eu julgo que Nuno Gomes ainda não mergulhou na nascente do Alviela. Talvez quando o fizer, consiga ir abaixo dos actuais 130 m de profundidade...

in http://blogs.publico.pt/dererumnatura/